Artistas
Conheça um pouco da trajetória de alguns artistas que participam da Ensalada Libre, e descubra como o espaço urbano e a contemporaneidade despontam em suas obras através de suas experiências.
Guillermo Lugano,
10/06/1956, natural de Córdoba
Dentre os artistas expositores nesta primeira edição da Ensalada Libre, Lugano é de longe o mais famoso deles. Renomado pintor argentino, querido pelos frequentadores do circuito mais restrito das comunidades de artistas plásticos latino-americanos, Lugano prima pela simplicidade de suas obras - diz-se que seu trabalho é inversamente proporcional a seu ego. Contudo, é inegável que a obra do pintor ajudou a divulgar o estilo político e crítico querido aos artistas latinos, e que influencia gerações mundo afora. Guillermo Lugano já é parceiro da PacCanes há muitos anos, tendo contado com o apoio da empresa em três exposições próprias e uma série de coletivas. Para esta exposição, ele traz aquela que é considerada sua obra prima, o quadro “La Calle Vacía”.
Marcel Silva
15/12/1987, natural de São Paulo
Jovem, cosmopolita, Marcel convive com a exploração do meio urbano diariamente. Criado no centro da cidade, próximo à poluição e ao volume infindável de gente, durante a adolescência o artista passou a seguir pichadores da região e juntou-se a eles. Apresentado ao grafite, Marcel desenvolveu suas habilidades como ilustrador criativo e contestador. Em seus trabalhos sempre de traços chamativos, ele preserva a essência do adolescente que pichava muros com frases de protesto, e mantém um viés de forte crítica política e social.
Fábio K.
22/03/1980, natural de Buenos Aires
Fábio tem um gosto especial pela urbe. Nunca cansado de experimentar, cria nos muros, com tinta ou stickers, nas câmeras, fotografando, nos computadores, ilustrando, nas prateleiras, produzindo exemplares de toy art, e em qualquer meio que lhe for apresentado. Multifacetado, apresenta um estilo próprio e marcante. Os argentinos já o conhecem pelas muitas intervenções urbanas na capital Buenos Aires, que incluíram, no ano passado, um chapéu colorido que acabou fazendo sucesso ao ser instalado na cabeça do General San Martin, na famosa praça de mesmo nome.
Mariella Fante
08/04/1981, natural de Cochabamba
Fotógrafa nata, herdou o dom do pai, também fotógrafo, que trabalhava para um grande jornal local na Bolívia. Formou-se em fotografia no Brasil, visto que mora no país desde os 10 anos de idade quando, após a morte do pai, sua mãe decidiu vir morar com parentes no Paraná. Mariella concentra-se em detalhes, fotografando pequenos objetos, recortes do espaço urbano e retratos cotidianos. A maior parte da sua obra encontra-se em branco e preto, já que ela acredita que assim “a essência se mantém; o artifício, a cor, não se impõe sobre o tema”.


